Há tempos aprendi a guardar meus calos e purpurinas em minhas próprias caixas. Levá-las comigo ou achar um lugar onde estejam devidamente depositadas.
Não deixei com esse processo de soltar verbos pelos cotovelos, apenas deixei que sua essência inspiradora ficasse cá, entre nós.
Das atividades políticas à orientação para o convívio - a troca de comunicados "pertinentes" a ele - transpassa um fio condutor que demarca territórios.
Para ter o teu respeitado é preciso partilhar de algum dominante, ou defender o seu à unha. E eu não quis mais defender à unha. Também não foi uma alternativa partilhar de território tão alheio à reprodução.
Daqui algumas insanidades ficaram sob minhas asas. Sentar com a bunda na janela ou estar fora do tempo prescrito estavam inscritas no meu andar. Se não quiser ver, não olhe. O que me disponho a trocar com a tua vigília é devolver tamanho estranhamento no olhar, como quem diz: "Ahn?!" não te entendo, não falamos a mesma língua. E voltar para minha janela.
Mas vira e mexe alguém varre o lixo pro teu quintal. O fato é que ali existe uma fronteira e que ela não basta pra que cada um deixe seu lixo onde o cabe - lixo bom mesmo é posto pra fora.
E aí a gente lida com (e engole) o lixo dos outros, devolve pela violência demarcando o território, ou tenta simplesmente dizer: esse lixo é teu, mantenha-o no teu espaço?
Moral parece coisa cambiável, mas indissolúvel. Vai ter sempre uma por aí pra partilhar, devolver, ou lidar.
Por hora basta entender que enquanto houver gente, vai haver outr@.
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